
Minha caminhada até a Polícia Federal começou há cerca de 8 anos. E, olhando para trás, talvez o mais importante seja dizer que eu nunca fui um gênio.
Nunca fui aquele aluno que aprendia tudo com facilidade.
Muito pelo contrário.
Reprovei duas vezes no ensino médio e precisei concluir meus estudos através do EJA.
Por muito tempo, talvez eu mesmo não acreditasse que conseguiria chegar aonde estou hoje.
Mas uma coisa eu sempre tive: vontade de continuar.
Foram anos de estudo, muitas horas sentado estudando, finais de semana, renúncias, erros, acertos e, principalmente, persistência.
Em 2018, tentei a Polícia Federal pela primeira vez e fui reprovado.
Em 2021, tentei novamente e também não consegui.
Foram momentos difíceis. Afinal, a PF era um sonho que eu realmente queria realizar.
Mas eu decidi continuar.
Durante esses anos, fui conquistando algumas coisas pelo caminho.
Fui aprovado e convocado para a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, depois para a Polícia Penal Federal e também fui aprovado no STM.
Cada aprovação me mostrava que eu estava evoluindo e que, mesmo que a PF ainda não tivesse acontecido, todo aquele esforço estava valendo a pena.
E foi durante toda essa preparação que os simulados do Projeto Missão fizeram parte da minha rotina.
Desde o começo dos meus estudos, eu utilizava os simulados para saber, de verdade, como estava meu nível de preparação.
Eles me ajudavam a identificar meus pontos fracos, entender onde estava errando e, principalmente, a me colocar em uma situação muito próxima da prova antes de chegar o grande dia.
Para mim, isso fez muita diferença e teve uma relevância enorme na minha preparação.
Depois de 8 anos de caminhada, duas reprovações na própria Polícia Federal e várias aprovações em outros concursos, finalmente veio a aprovação para Agente da Polícia Federal.
Hoje estou convocado para iniciar o Curso de Formação Profissional em setembro de 2026.
E talvez uma das coisas que mais mexa comigo seja olhar para trás e lembrar de onde eu comecei.
Um aluno que reprovou duas vezes no ensino médio.
Que precisou fazer o EJA.
Que nunca se considerou um gênio.
E que, mesmo assim, decidiu perseguir um dos concursos mais difíceis do país.
Também não poderia deixar de agradecer à minha família.
Minha esposa e meus filhos foram minha maior motivação durante todos esses anos.
Muitas vezes, quando eu estava cansado, desanimado ou pensando em parar, eram eles que me davam forças para continuar.
E, acima de tudo, agradeço a Deus.
Foi Ele quem me sustentou, me deu forças e manteve minha fé firme durante toda essa caminhada.
Hoje, olhando para trás, eu entendo que nada disso aconteceu por sorte.
A aprovação não foi fruto de talento extraordinário, facilidade ou acaso. Foi construída ao longo de anos de dedicação, renúncia, disciplina e persistência. Eu nunca fui o mais inteligente da sala.
Nunca fui o aluno que aprendia tudo mais rápido.
Mas aprendi que você não precisa ser um gênio para alcançar um grande objetivo.
Você precisa estar disposto a continuar quando for difícil.
Foram duas reprovações na PF.
Foram reprovações no ensino médio.
Foram momentos de dúvida, cansaço e frustração.
Mas eu continuei.
E talvez seja essa a maior lição que essa caminhada me deixou:
Quando o talento não é suficiente, a dedicação precisa assumir o controle.
Ao talento, eu nunca contei. Ao que me faltava em talento, eu respondi com obsessão.
Oito anos depois, aquela reprovação de 2018, aquela de 2021 e todos os obstáculos do caminho fazem parte da mesma história.
Hoje, finalmente, estou convocado para realizar o sonho que persegui durante tantos anos.
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL.
E, olhando para tudo que ficou para trás, posso dizer com toda certeza:
Não foi sorte.
Foi dedicação. Foi renúncia. Foi persistência. Foi fé. Foi família. Foi não desistir.
Valeu a pena continuar.
Matheus Ferreira – @matheusfleao – Na plataforma: The Lion King